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Guilherme de Pádua pediu perdão a Gloria Perez meses antes de morrer

Guilherme de Padua
Reprodução/HBO Max

O ex-ator e pastor Guilherme de Pádua pediu perdão a Gloria Perez pelo assassinato de sua filha, Daniella Perez, há quase 30 anos. Ele morreu na noite do último domingo, 6 de novembro, vítima de um infarto, segundo informações do pastor Márcio Valadão, da igreja Batista Lagoinha, em Belo Horizonte, onde Pádua frequentava e também era pastor.

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“Eu não sou uma pessoa normal, é óbvio. Alguém que cometeu um crime tem mil pensamentos que não são comuns. Eu já fui uma pessoa normal, e eu sei a diferença entre alguém que não cometeu um crime e o que eu me tornei depois de cometer”, disse.

Na gravação, Pádua disse que seu maior sonho de sua vida era poder pedir perdão a quem ele magoou. “Eu não sabia como fazer, eu imaginava um encontro, pensei em procurar advogados dela”, disse.

“Um pedido de perdão é um pedido de perdão, e não é tão simples. Será que ela vai querer? Será que isso não é forçar uma barra? Constranger a pessoa que já está sofrendo para que ela decida, então, se vai perdoar ou não?”, afirmou.

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E prosseguiu. “Talvez eu nunca vá ter uma oportunidade real de pedir perdão. Por isso, Glória Perez, eu te peço perdão por todo o sofrimento que eu te causei. Eu jamais esqueci daquele encontro na carceragem”.

Dias depois da publicação do vídeo, Gloria Perez comentou a publicação. É claro que as pessoas podem ser recuperadas. Mas isso não inclui os psicopatas. Não se tem notícia de psicopata recuperado. E Paula (Thomaz, também condenada pelo crime) e Guilherme são psicopatas de carteirinha”, disse a escritora em entrevista à Marie Claire.

O corpo de Guilherme de Pádua será velado por lá, à partir das 10h30 desta segunda-feira, 07 de novembro. O sepultamento está marcado para o começo da tarde, no cemitério Parque da Colina.

MORTE

Guilherme de Pádua
Guilherme de Pádua – Foto: Reprodução Instagram

Morreu neste domingo, 6 de novembro, o ex-ator e pastor Guilherme de Pádua, em Belo Horizonte. Ele tinha 53 anos, deixa a esposa e um filho. O pastor Márcio Valadão, da Igreja Batista da Lagoinha, confirmou a informação logo após a morte. O religioso abriu uma live para dar a notícia.

O pastor que confirmou a notícia falou longamente a respeito. Em um vídeo de 22 minutos, reflete sobre a morte de Guilherme, cita o assassinato de Daniella Perez, filha de Gloria Perez e do comportamento que os fieis da religião devem ter em situações como as do ex-presidiário.

“É um moço que a sociedade não compreende, porque ele praticou aquele crime tão terrível da Daniela Perez. Foi preso, cumpriu a pena e se converteu. Era uma lagarta e virou borboleta. Dentro de casa, caiu e morreu. Morreu agorinha. Acabou de morrer”.

Assassino confesso de Daniella Perez no começo dos anos 1990, ele foi condenado por homicídio duplamente qualificado — por motivo torpe e impossibilidade de defesa da vítima em 1997. A pena de 19 anos e 6 meses de reclusão tirou o ex-ator de vista. Ele deixou a profissão e cumpriu sua pena pelo crime, no presídio, converteu-se evangélico e se tornou ativo na religião. Recentemente, a HBO Max lançou uma série documental sobre o caso, com entrevistas e revelações sobre o crime.

ASSÉDIO

Maurício Mattar e Guilherme de Pádua em foto
Foto: Reprodução/Instagram

Após a estreia da série documental “Pacto Brutal”, que fala sobre o assassinato de Daniella Perez em 1992, foi revelado que Guilherme de Pádua, responsável pelo crime, se ofereceu para mostrar o próprio pênis à polícia como prova de que não teria matado a atriz. A revelação foi feita por José Muiños Piñeiro Filho, promotor do caso, e aparece em um dos episódios da produção da HBO Max. 

De acordo com ele, o também ator e par romântico de Danielle na novela “De Corpo e Alma”, queria mostrar a tatuagem feita no local, uma ilustração de sua esposa, Paula Thomaz, para negar o crime, alegando total fidelidade à mulher. No entanto, antes mesmo do documentário ser liberado, Maurício Mattar, ator e colega de trabalho da vítima, já havia falado sobre o assédio que sofreu por trabalhar com Guilherme. 

Em entrevista ao portal IstoÉ, Maurício contou sobre a época em que trabalhou com o autor do crime em 1991, na peça “Blue Jeans”. “Sempre que eu ia trocar de roupa, o Guilherme colava em mim, ficava olhando de banda e até mesmo pedia para eu mostrar meu pênis”, disse ele. 

“Lembro que na época do ‘Blue Jeans’ ele vivia assediando homens, como se fosse doença, compulsivamente. Era muito desagradável. Ele contou que transava com homens desde que chegou ao Rio de Janeiro, onde acontecia a apresentação da peça. Pelo visto era bi. Ele dizia que para subir na vida transaria com quem fosse preciso”, completou Maurício. 

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