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Henri Castelli fala sobre a agressão que sofreu: ‘Só quero que meu rosto volte ao normal’

Reprodução TV Globo

Após ter sido agredido no dia 28 de dezembro de 2020, Henri Castelli deu sua primeira entrevista para contar sua versão do que aconteceu. Muito abalado e chorando a maior parte do tempo, o ator conversou com Renata Ceribelli no Fantástico deste domingo (17) e contou o que aconteceu naquele dia, em uma festa na cidade de Maceió, Alagoas.

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“Foram 5 segundos, foi tudo muito rápido. Conta até 5 e eu vou bater na minha mão”, disse ele e começou a dar murros na própria mão. “Não passou 5 segundos ainda… pensa isso no seu rosto. Aí você vai entender o que eu estou sentindo”, revelou.

“Estou fazendo terapia pra tentar me acalmar. Porque acordar de madrugada, você encosta no travesseiro parece que tem alguém te dando soco”, completou.

O cirurgião Edmundo Melo, que fez o primeiro atendimento a Henri, conta qual foi o procedimento provisório que realizou.

“A gente fez uma tomografia, que confirmou o diagnóstico da fratura na mandíbula. A gente passou um fio de aço para fazer a união dos dois fragmentos destes dentes, para dar um conforto e mandíbula dele não ficar se deslocando. Ele pode sair falando normalmente, abrindo e fechando a boca.”

Por esse motivo, o ator conseguiu fazer um trabalho profissional logo em seguida, em Fernando de Noronha. Só no dia 8 de janeiro é que realizou a cirurgia final, conduzida pela cirurgiã dentista Rana Saleh.

“É uma fratura grave. A mandíbula está quebrada, ela estava exposta, totalmente para fora da gengiva. Ele passou por uma anestesia geral para poder colocar parafusos e pinos de titânio e colocar ela na posição correta, para que ele pudesse ter um restabelecimento da mastigação, fala, enfim, toda a função necessária. A gente não sabe se ele vai ficar com alguma assimetria, o rosto torto. A gente não sabe se vai comprometer a fala dele”, revelou a profissional.

“Tem risco de ter sequela quando desinchar daqui a 30 dias. Quando eu penso nisso… é o sustento da minha família. Eu trabalho com isso. Eu sustento minha família sozinho”, contou ele emocionado.

Segundo a reportagem apurou, Castelli e um grupo de amigos assistiram a apresentação da Banda Eva na casa noturna Café de la Music. Depois, ele foi para uma outra festa em uma marina, em Barra de São Miguel. O dono da casa noturna, onde aconteceu o show, é Bernardo Malta e também estava neste outro evento.

“A única coisa que me lembro é que quando eu cheguei, essa pessoa que eu não conheço, que nunca pedi ingresso. Dizem que recebi 10 ingressos e que cheguei reclamando da festa. Ele me perguntou: ‘Por que você veio pra cá? Não estava boa a festa?’. Disse: ‘Não, estava tudo certo. Vim pra cá porque a festa acabou’.

Depois disse eu não lembro mais de nada. Lembro flashs, depois que eu estava com a cara no chão com a mão exatamente assim (mostrando que cobria o rosto com ela), tentando me defender. Eu estou com o peito roxo ainda (exibindo o hematoma). Lembro de tomar socos e chutes. Na verdade eu não sabia quem estava me batendo. Eu fui pego pelas costas e fui descobrir no dia seguinte”, disse.

O que consta no depoimento à delegacia local é que Bernardo disse que Henry respondeu a ele de forma irônica e grosseira sobre a festa em sua casa noturna. Em função disse xingou o ator e se afastou. Falou que Castelli fez gestos obscenos, foi em sua direção e tentou dar um soco, mas atingiu um amigo Guilherme Aciolli, o Guila, que revidou.

Doutor Lucas Dória é advogado de Bernardo e Guilherme e deu a versão de seus clientes.

“Jamais existiu o interesse de prejudicar o ator ou de agredir o ator por trás. Isso não existe. O soco seria para pegar em Bernardo, mas pegou no olho de Guilherme. Para se defender…revidou. O Henri estava um pouco alterado. Não sei se ele bebeu”, disse. Henri negou que estivesse bêbado.

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Segundo o inquérito, dois barqueiros foram ouvidos e deram a mesma versão do dono da casa noturna. Porém, o promotor Eduardo Falesi estava presente e presenciou a agressão. Ele diz que não viu Henri agredindo ou tentando agredir ninguém.

O delegado Fabricio Nascimento, que está apurando o caso, informou que o revide foi desproporcional e pode afirmar que duas pessoas agrediram o ator. Os dois citados (Bernardo e Guilherme) serão denunciados por lesão corporal grave e enviará o processo ao ministério público nos próximos dias.

“Não tem raiva da pessoa. Não tenho ódio. Eu o perdoo. O resto é o que a justiça está fazendo. A única coisa que eu quero é voltar a trabalhar. Que meu rosto volte a ficar normal”, finalizou o ator.

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