Teatro às 18:00

Léa Garcia vira nome de teatro e família é esperada em inaguração

lea garcia
Divulgação/Murilo Alvesso

Léa Garcia nos deixou em agosto deste ano aos 90 anos. Na ocasião, ela seria homenageada no Festival de Gramado 2023 quando sofreu um infarto. Seu legado ficará guardado para sempre nos amantes do mundo da arte.

E como forma de homenagem, o Novo Teatro Metrô Tatuapé, localizado no Shopping Metrô Tatuapé, na Zona Leste de São Paulo, presta uma merecida homenagem a esta grande mulher com a inauguração da Sala Léa Garcia, no dia 28 de setembro, a partir das 20h30. A presença da família da atriz é esperada.

A Sala Léa Garcia é a primeira a homenagear uma atriz negra em atividade nas Artes Cênicas por mais de 70 anos. De acordo com seus organizadores, a proposta é eternizar a sua história para as novas gerações. Atriz por mais de 50 anos, foi uma precursora da inclusão do Negro nos palcos brasileiros, onde atuou na década de 50 no Coletivo: Teatro Experimental do Negro, o que foi um acontecimento. Com enorme talento, foi indicada à Palma de Ouro em Cannes, pelo seu trabalho em Orfeu Negro e tem uma carreira única tanto no Teatro, como no Cinema e na Televisão. Parte desta história será contata com um memorial no saguão do Novo Teatro Metrô Tatuapé, customizado com imagens icônicas de Léa Garcia (1933-2023).

Léa Garcia no teatro
Léa Garcia tinha verdadeiro amor pelo teatro – Foto (Divulgação/Murilo Alvesso)

O último post de Léa Garcia

Léa Garcia morreu em 15 de agosto. Nas redes sociais, seu último post no Instagram continha foto dela no Festival de Gramado, ao lado de Laura Cardoso e Emilio Orciollo Neto.

“Quanta felicidade ao lado dessas pessoas maravilhosas @emilioorciollonetto e @atrizlauracardoso”, escreveu.

Laura Cardoso lamentou a morte da atriz: “Ainda sem compreender o que houve. Estávamos juntas todos esses dias em Gramado, sorrindo e se divertindo, como nos velhos tempos…. Fique com Deus, minha eterna colega. Fique com Deus…”

Léa seria homenageada no Festival e o filho acabou subindo ao palco para receber o troféu.

“Minha mãe… Ela não morreu. Eu fiz questão de vir hoje, porque o objetivo dela era receber este prêmio. Dona Léa me deixou um legado muito grande, me deixa lembranças, e esta homenagem feita por vocês em vida. Ela queria muito que eu viesse aqui receber este prêmio, tenho certeza. E aqui estou.”

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