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Pelé fez cirurgia para retirada de tumor no cólon

Foto: Divulgação

Após seis dias internado no Hospital Israelita Albert Eisntein, conforme OFuxico contou, Pelé confirmou através de suas redes sociais, na tarde desta segunda-feira, 06 de setembro, que passou por uma cirurgia para retirada de um tumor suspeito no cólon direito. O craque de 80 anos passa bem. Ele deve ter alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na terça-feira, 07 de setembro.

“Meus amigos, muito obrigado pelas mensagens de carinho. Eu agradeço a Deus por estar me sentindo muito bem e por permitir que o Dr. Fábio e o Dr. Miguel cuidem da minha saúde”, iniciou.

No último sábado fui submetido a uma cirurgia de retirada de lesão suspeita no cólon direito. O tumor foi identificado na realização dos exames que mencionei na última semana”.

“Felizmente, estou acostumado a comemorar grandes vitórias ao lado de vocês. Vou encarar mais essa partida com um sorriso no rosto, muito otimismo e alegria por viver cercado de amor dos meus familiares e amigos”, finalizou Pelé.

O hospital israelita Albert Einsten também emitiu um boletim sobre o assunto. Confira na íntegra:

“O paciente Edson Arantes do Nascimento foi submetido, no último sábado (4), a uma cirurgia de retirada de lesão suspeita no cólon direito, no Hospital Israelita Albert Einstein. O tumor foi identificado durante a realização de exames cardiovasculares e laboratoriais de rotina e o material foi encaminhado para análise patológica. O paciente, que passa bem, está em recuperação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), e a previsão é que seja transferido para o quarto nesta terça-feira (7)”.

Veja +: Pelé negou que estava internado por causa de desmaio

EMPRESÁRIO DIZ QUE ESTÁ TUDO BEM

O Rei do Futebol deu entrada no Einstein, em São Paulo, para realizar exames de rotina na última terça-feira, 31 de agosto. Anualmente o ex-atleta passa pela bateria de exames, que foram adiados em 2020 devido à pandemia do novo coronavírus, conforme informado pelos assessores dele. Durante o procedimento, a equipe médica constatou um problema de saúde.

O empresário dele, Joe Fraga, que é norte-americano e responsável direto pela administração da marca ‘Pelé’, informouque ‘não há motivo para preocupação’ dos fãs.

A informação de que Pelé está internado há seis dias foi divulgada pela assessoria de imprensa do craque nas redes sociais. Inicialmente, o Rei do Futebol informou apenas que realizava exames de rotina.

“Pessoal, eu não desmaiei e estou muito bem de saúde. Fui fazer meus exames de rotina, que não havia conseguido fazer antes por causa da pandemia.” O craque ainda brincou. “Avisem que eu não jogo no próximo domingo!”, escreveu.

Em um comunicado posterior, também pelas redes sociais, ele revelou a retirada do tumor, agradeceu as mensagens de carinho e reafirmou que está bem.

ENTENDA O TUMOR DE CÓLON

De acordo com o Oncoguia, o câncer de cólon e reto abrange tumores na parte do intestino grosso, que é chamada de cólon, no reto e no ânus. Ele pode atingir homens e mulheres, geralmente por volta dos 50 anos de idade. Costuma se desenvolver de forma lenta e, se descoberto em estágio inicial, tem altas chances de cura.

A cirurgia é o principal tratamento para o câncer de cólon em estágio inicial. O tipo de procedimento a ser usado depende do estadiamento da doença, da localização do tumor e do objetivo da cirurgia.

Alguns cânceres de cólon iniciais (estágio 0 e alguns tumores estágio I) ou pólipos podem ser removidos durante uma colonoscopia. Quando isso é feito, não é necessária nenhuma incisão no abdome do paciente.

Na polipectomia, o tumor é removido como parte do pólipo, geralmente passando um loop de fio através do colonoscópio para cortar o pólipo da parede do cólon com uma corrente elétrica. Na excisão local o procedimento é um pouco mais extenso e pode remover tumores superficiais e uma pequena quantidade de tecido próximo da parede do cólon.

Colectomia

A colectomia é a cirurgia para remover parte ou todo cólon e os gânglios linfáticos próximos. Se parte do cólon é removido, denomina-se hemicolectomia, colectomia parcial ou ressecção segmentar. Se todo o cólon é retirado, denomina-se colectomia total. Muitas vezes, não é necessária a colectomia total para tratar o câncer de cólon. Geralmente é realizada apenas se existe doença na parte do cólon sem o câncer, como centenas de pólipos ou, às vezes, com doença inflamatória do intestino.

A colectomia pode ser feita de duas maneiras: Colectomia aberta. É realizada através de uma única incisão no abdome. Colectomia laparoscópica assistida. Neste procedimento, ao contrário da colectomia aberta, são feitas diversas incisões menores por onde serão removidos, com auxílio de instrumentos guiados por um laparoscópio, a parte do cólon afetada e os linfonodos. No momento em que a parte comprometida do cólon é liberada do sistema digestivo, uma das incisões é aumentada para permitir sua remoção.

Este tipo de cirurgia também requer que o paciente faça, na véspera, a preparação do intestino, com laxantes e enemas. Como as incisões são menores do que na colectomia aberta, os pacientes podem se recuperar um pouco mais rápido e sentir menos dores do que na colectomia aberta.

Se o tumor está obstruindo o cólon, pode ser necessária a colocação de um stent no seu interior para mantê-lo aberto durante a cirurgia. Se não for possível a inserção do stent ou se o tumor causou lesões no cólon, a cirurgia pode ser necessária imediatamente. Neste caso, o procedimento é normalmente o mesmo realizado para a remoção do tumor, só que em vez de serem refeitos os segmentos do cólon, a extremidade superior do cólon é ligada a uma abertura externa (estoma) no abdome para permitir a eliminação dos resíduos corporais.

Isto é conhecido como colostomia e geralmente é temporária. Quando o intestino delgado é ligado ao estorna é denominado ileostomia. Uma bolsinha coletora é conectada ao estorna para armazenar os resíduos eliminados. Após a total recuperação do paciente, uma nova cirurgia é realizada para reverter a colostomia ou ileostomia.

Cirurgia para doença disseminada

Alguns pacientes têm câncer de colón disseminado, mas também têm tumores que bloqueiam o cólon. Para esses pacientes, às vezes, a cirurgia é realizada para aliviar a obstrução sem remover a parte do cólon que contém o tumor. Em vez disso, o cólon é seccionado acima do tumor e colocado um estoma para permitir a eliminação das fezes. Isso é conhecido como derivação de colostomia. Muitas vezes, esse procedimento ajuda o paciente a se recuperar o suficiente para iniciar outros tratamentos, como a quimioterapia.

Se a disseminação da doença implica em presença de lesões nos pulmões ou fígado, é realizada uma cirurgia para removê-las. Isso é feito geralmente se o tumor do cólon foi ou será removido. Decidir se a cirurgia é uma opção para remover áreas de disseminação da doença depende da quantidade, tamanho e localização do tumor.

Efeitos colaterais

Os possíveis efeitos colaterais da cirurgia dependem de vários fatores, como extensão da cirurgia e do estado geral de saúde do paciente antes da cirurgia. Algumas alterações podem incluir sangramento pós-cirúrgico, infecções e coágulos sanguíneos nas pernas.

Após a cirurgia, podem apresentar-se aderências em órgãos ou tecidos, que às vezes chegam a bloquear o intestino, o que requer uma cirurgia adicional.

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