Morte às 10:56

Morre o cartunista Nani, vítima de complicações da Covid-19

Cartunista Nani

Foto: Reprodução/ EBC

O cartunista Nani, criador da tira “Vereda Tropical”, morreu nesta sexta-feira, 08 de outubro, em Belo Horizonte, em consequência da Covid-19. O mineiro de 70 anos, que também era escritor, redator de humor e roteirista, deixa dois filhos, Juliano e Danilo, uma neta, a Manuela, e a mulher, Inez.

De acordo com a família, Nani estava fazendo isolamento em sua cidade natal desde o início deste ano, quando se mudou do Rio e Janeiro, mas foi infectado pelo coronavírus. Ele estava internado na capital mineira havia uma semana.

Nani tinha problemas de saúde que o deixavam no grupo de risco para a Covid-19. O artista passou por três transplantes de fígado em apenas um mês.

TRÊS TRANSPLANTES EM UM MÊS

Em 2004, o cartunista, Nani se internou no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, no Rio de Janeiro, dois anos e cinco meses depois de entrar na fila da Rio-Transplante, para um transplante de fígado. Contudo, na ocasião, o organismo dele rejeitou o órgão durante a cirurgia, deixando o artista em coma.

A equipe de médicos retirou o fígado, e até receber outro, o cartunista esperou doze horas. Vinte dias depois, Nani recebeu um terceiro órgão. Na época, como bom cartunista, ele disse que criaria o bloco carnavalesco “Meu Bem Voltei do Além”.

Ainda não há informações sobre enterro e velório.

BIOGRAFIA

Nani, pseudônimo do mineiro de Esmeraldas – cidade bem pequena perto de Belo Horizonte – foi batizado Ernani Diniz Lucas. Ele é mineiro e nasceu em 27 de fevereiro de 1951.

Ele começou sua carreira em Belo Horizonte, em 1971, publicando charges em “O Diário”. Em 1973, mudou-se para o Rio de Janeiro. Colaborou em “O Pasquim” e em paralelo, junto com seis outros artistas mais jovens, criou “O Pingente”.

Ele foi o criador da tira “Vereda Tropical”, publicada em diversos jornais. Foi também chargista do “Jornal da Globo” e colaborou na revista “MAD” brasileira.

Sua presença também está marcada no Jornal dos Sports, no qual “herdou” a cadeira do Henfil; Última Hora, Diário de Notícias, O Dia e na Tribuna da Imprensa.

Nani já foi premiado em Salões de Humor em Montreal, Niterói e Piracicaba. Ele chegou a lançar a própria revista, “O Nanista”. Como autor, escreve os livros “Feliz e Orgulhoso, Envaidecido
Mesmo”; “Cachorro Quente Uivando para a Lua”, “A Traça de A a Z”/ “Foi Bom Pra Você”; “Jornal do Menininho”, “Humor Politicamente Incorreto” e “Se Arrependimento Matasse”.

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