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Grammy: Recorde de Beyoncé, shows… O que bombou no prêmio!

Reprodução/YouTube

O Grammy de 2020 não esperava que um ano depois a premiação precisaria se reinventar para acontecer. Neste ano, com apresentação de Trevor Noah, o evento aconteceu em um local aberto, diferente do fechado e luxuoso Staples Center, famosa arena de Los Angeles, conhecida por ser a casa do Los Angeles Lakers, time de basquete da NBA.

Os indicados também precisaram ficar em distâncias seguras e tal como o Globo de Ouro, ele estavam sentados sentados em torno de mesas, mas longe uma das outras. Além dos momentos ao vivo, houve também as aparições online, ocorridas no pré-show, com início às 16h e transmissão apenas digital. Das 83 categorias, 73 foram anunciadas previamente.

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Apresentações

 

Então, o grande momento chegou, para a alegria dos fãs! Em estúdio, logo de cara, três shows: Harry Styles, com Watermelon Sugar High – canção que rendeu a ele o gramofone de Melhor Performance Pop Solo -; as irmãs do HAIM, apresentando The Steps; e Billie Eilish, cantando Everything I Wanted com o irmão, o também músico FINNEAS.

Bruno Mars foi outro destaque entre os shows. Anteriormente, ele, que ao lado de Anderson .Paak criou a banda SIl Sonic, fez diversos tweets irônicos com o amigo, citando o Grammy e até o BTS, pedindo para que eles pudessem se apresentar. Não passou de marketing e logo eles foram anunciados para a performance. E entragram tudo!

Resgatando os anos 70, os dois apresentaram o primeiro e, até o momento, único single do projeto: Leave The Door Open. Vestindo conjuntos marrons de terno e a famosa calça boca de sino, eles mostraram o grande entrosamento no palco. Entrantanto, não foi somente isso. De surpresa, eles retonaram para um tributo eletrizante ao músico Little Richard.

Com um medley de Levitating e Don't Star Now, Dua Lipa entregou uma show muiito bom. A primeira parte contou com a participação do rapper DaBaby, saindo de cena para que a britânica levasse coreografia e visuais certeiros à premiação. Momentos antes, DaBaby inovou ao apresentar o hit Rockstar com Roddy Rich e Hamilton Anthony.

Post Malone, outro artista que tem um hit chamado Rockstar, adotou um tom mais sombrio e cantou Hollywood's Bleeding, canção que dá o nome ao seu mais recente disco.

Cardi B surpreende no Grammy com remix de funk do DJ Pedro Sampaio

Hola, Caribe!

Sucesso nas paradas musicais, o porto-riquenho Bad Bunny cantou Dákiti com Jhay Cortez e venceu na categoria de Melhor Álbum de Pop Latino com YHLQMDJG. O show da dupla chamou atenção pelo toque futirista e o abuso de luzes e cores.

Agora ela é folk

Taylor Swift lançou, de surpresa, doi álbuns no ano passado: Folklore e Evermore, sendo o primeiro o responsável pelas indicações da loira. Na performance, Taylor montou um cenário élfico, de conto de fadas como se estivesse em meio a um bosque, identidade essa presente nos dois discos.

Com Jack Antonoff (produtor e integrantes das bandas Fun. e Bleachers) e Aaron Dessner, do The National, mandando a batida, ela cantou Cardigan, August e Willow.

O country vive!

The Bones é famosa na voz de Maren Morris, mas a cantora chegou a lançar uma versão com o irlandês Hozier e no Grammy foi a vez de compartilhar a composição com John Mayer. Enquanto ela arrasava nos vocais, Mayer fazia o que ama fazer: tocar guitarra!

A veterana Miranda Lambert levou para casa o prêmio de Melhor Álbum Country e cantou, claro, a poderosa Bluebird.

Do TikTok para o Grammy

Doja Cat não tinha ideia que Say So viraria uma explosão nas paradas musicais, rádios e playlists mundo afora. Parte dessa fama se deve ao aplicativo do momento, onde perfis ciraram dancinhas ao som da faixa, disparando a popularidade não só da música como da cantora também.

No último ano, Doja mostrou que pode ter um jeitão escrachado, porém, leva o lado artistíco seriamente. Apresentou diversas versões da canção, inclusive um perfeito rock emo pesado no MTV EMA. Dessa vez, adotou o visual robótico e surpreendeu de novo.

Ainda no TikTok, Megan Thee Stallion bombou depois que Keara Wilson criou a dança para Savage, mudando a vida de Megan. Ganhadora de três troféus na noite, a jovem texana, assim como sua musa Beyoncé – ela chegou a receber um dos gramofones ao lado da Queen B-, apresentou a múisica e emendou, logo depois, uma espetáculo com Cardi B por conta de WAP, colocaboração musical entre elas.

Por ser uma letra bem sapequinha, vários trechos foram censurados, contudo, Cardi meteu no finalzinho o remix funk de WAP, feito pelo DJ brasileiro Pedro Sampaio. surpreendendo o público brasileiro e deixando a galera gringa sem entender nadinha.

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E mais…

Black Pumas, Mickey Guyton e Lil Baby com Tamika D. Mallory deram um show com poderosas performances, inclusive abordando as questões raciais e os grandes protestos do Black Lives Matter nos Estados Unidos em 2020. 

Fechando a noite, o grupo de K-pop BTS apresentou o hit em inglês Dynamite, que alcançou a máxima posição na Bilboard Hot 100 e deus a eles uma indicação no Grammy. Apesar de terem perdido, arrebentaram no show, terminando de cantar no topo de um prédio.

Tributos

Como todos os anos, o Grammy reservou uma parte para prestar homenagem aos artistas que morreram no último ano, mostrando suas fotos e convidando outros músicos para cantar e tocar em tributo.

Lionel Richie honrou o legado de Kenny Rodgers com a música Lady. Brandi Carlile interpretou I Remember Everything como homenagem a John Prine. Já Brittany Howard (Alabama Shakes) juntou-se a Chris Martin (Coldplay) para fechar o quadro com uma tocante apresentação dedicada a todos os artistas.

Recordes

Os feitos não poderiam faltar! Beyoncé era a mais indicada da edição, contabilizando nove nomeações. Entretanto, ela saiu somente com quatro gramofones, só que não deixou de impressionar: esse foi o maior número da noite para uma única pessoa. Só que Bey não parou de impressionar e acabou consagrando-se como a mulher que mais levou Grammys na história: um total de 28. 

"Estou trabalhando a vida inteira desde os nove anos de idade. Nem acredito que isso está acontecendo, essa noite é mágica", ela disse no discurso por Melhor Perofrmance de R&B por Black Parade.

A primogênita da diva, seguiindo os passo da mamãe, recebeu o primeiro Grammy da vida, aso nove anos, pelo clipe de Brown Skin Girl. sendo assim a segunda pessoa mais jovem a ganhar um troféu da premiação.

Por outro lado, Taylor Swift consagrou-se como a artista que mais venceu a categoria de Melhor Álbum do Ano depois de Folklore ser proclamado como vencedor. Fearless (2010) e 1986 (2016) foram as outras obras dela a terem tal título.

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Polêmicas

Ao divulgar a lista de indicados no ano passado, o Grammy causou divergências pelas falta de nomeações para The Weeknd, que reclamou e chamou o evento de corrupto, além de afirmar, recentemente, que não deixará que a sua gravadora o submeta ao prêmio daqui em diante.

Bom, como se não fosse piorar, a Academia concedeu, como citado acima, o Álbum do Ano para Taylor e Gravação do Ano à Billie EIlish, opções que geraram divergências na opinião pública. Eilish até mesmo dedicou a Megan Thee Stallion o prêmio: “Megan, você merecia este prêmio, você teve um ano imbatível. Você é uma rainha, quero chorar quando penso em como você é especial e trabalhou por isso", disse a jovem, no palco.