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Rebeca Andrade fala em aposentadoria, canta e encanta na TV

Foto: TV Globo

Medalhista de ouro e prata nos Jogos Olímpicos de Tóquio, a ginasta Rebeca Andrade participou do programa “Altas Horas”, na Globo, exibido na noite de sábado, 04 de setembro e, além de Em conversa com Serginho Groisman, ela relembrar contou como foi viver esse momentos marcantes na Olimpíada, ela falou sobre sua paixão pela música e destacou os tipos que gosta e costuma ouvir.

“Eu ouço tudo, todo tipo de música… Funk, sertanejo, pagode, música evangélica…”, disse, inicialmente.

O apresentador Serginho Groisman quis saber se ela já fez parte de algum coral na igreja e a ginasta confirmou. 

“Eu me descobri na igreja mesmo, cantando… Toda a minha família canta”, revelou.

“Sabe que toda vez que alguém fala isso, eu olho para as meninas aqui (as cantoras da banda), porque elas também vieram da igreja…”, disse Serginho.

O apresentador, então, pediu para Rebeca cantar uma música com as profissionais do programa e o resultado deixou todos impressionados. A potência vocal da ginasta foi bastante elogiada, inclusive na web.

Veja +: Relembre a trajetória de Rebeca Andrade nos Jogos Olímpicos de Tóquio

DE OLHO NOS ESTUDOS

Na crista da onda profissionalmente, Rebeca Andrade já fala em parar. A paulista de Guarulhos já começou a pensar em sua aposentadoria da ginástica artística e destacou, no programa, que sabe que o esporte não será para sempre. Em geral, um atleta da modalidade se aposenta antes dos 30 anos.

“A ginástica exige muito do corpo, tem muito impacto, não é para sempre. Você tem que ter sua segurança em outras coisas”, avaliou ela. “Vou começar a faculdade ano que vem. Tem que pensar em outras coisas além do esporte”, revelou a medalhista.

“Hoje tenho essa vida, esses momentos e tem sido incrível, mas daqui a alguns anos não vou estar mais assim”, afirmou.

Veja+: Rebeca Andrade ganha homenagem fofa da Turma da Mônica

A atleta destacou que entrou na atividade por conta de sua tia, não foi uma iniciativa dela. E relatou um pouco de sua trajetória no esporte.

“Minha tia perguntou para a minha mãe se poderia me levar, eu gostei e fiquei. Aos nove anos, precisei sair de Guarulhos e ir para Curitiba. Esse processo, sim, foi minha escolha. Fiquei um ano lá, depois fui para o Rio de Janeiro e estou lá desde então, no Flamengo”, contou.

BAILE INESQUECÍVEL

Rebeca lembrou como foi a sensação de ganhar a medalha de ouro e a de prata em Tóquio. A brasileira se destacou na barra e no solo.

“Foi muito boa a sensação de acertar, mas não foi meu melhor salto. Quando fiz a chegada, dei dois pulos para frente. Fiquei na expectativa das outras meninas.”

Ela ainda contou que a escolha do funk “Baile de Favela” não foi sua, mas valeu à pena.

“A música foi uma surpresa do meu coreógrafo, não fui eu quem escolhi, mas eu amei. É a minha cara”, disse.

A ginasta contou que as medalhas estão guardadinhas em um lugar especial.

“Deixo as medalhas guardadas em uma bolsa própria que ganhei lá. Levo quando pedem para algum programa, mas ainda não sei se vou colocar em uma moldura para todo mundo ver ou se vou guardar.”

MEDO DE PERDER O MEGAHAIR

O retorno para casa foi “diferente” para Rebeca Andrade. Acostumada Às competições, ela se deparou com a euforia das pessoas de maneira que nunca havia sentido. E sabem qual foi a preocupação maior dela? O cabelo!

“Tinha muito fotógrafo, muita gente, muita criança. Foi demais. Uma moça puxou meu cabelo. Pensei: ‘meu megahair’.”, disse, aos risos. “Fiz fotos, mas foi tudo muito rápido, por causa da pandemia”.

NOSSA CAMPEÃ!

A vitória de Rebeca Andrade em Tóquio refletiu anos de esforço, luta e dedicação para que a atleta pudesse chegar aonde está hoje. Sua mãe, empregada doméstica, trabalhou muito durante anos para poder criar os sete filhos, com Rebeca tendo às vezes que caminhar um percurso de mais de duas horas para chegar aos treinos.

Seu irmão, para ajudar, comprou uma bicicleta e levava Andrade para seu treinamento sempre que podia. Além disso, a esportista também sofreu lesões e rompimentos sérios no joelho devido a prática de saltos, mortais e piruetas.

Com incertezas e sofrimento, Rebeca continuou com o apoio da família, ciente de que não venceria torneios e olimpíadas seguintes ao período em que se recuperou das lesões sofridas. Em 2020, ela se consagrou e Tóquio e, de uma vez por todas, mostrou a todos para o que veio.

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