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Tóquio 2020: De chinelos e com samba, Bruninho e Ketleyn desfilam na abertura

(Foto: Time Brasil)

Marcada pela diversidade de gêneros e tendo a tradição japonesa como destaque, o início a abertura das Olimpíadas de Tóquio começou pontualmente às 08h, horário de Brasília, e emocionou ao prestar uma homenagem aos mortos pela Covid-19. Com roupas usadas por bombeiros no passado, bailarinos reverenciaram profissionais de saúde e fizeram referência à marcenaria, arte histórica do Japão, país que sedia o evento esportivo.

O premiado bailarino japonês Kazunori Kumagai fez uma performance e, ao final, aros olímpicos, de quatro metros de diâmetro, feitos de madeira, entraram individualmente no estádio acompanhado por lanternas, mais uma marca da cultura japonesa, e foram montados no centro da arena.

Uma bandeira japonesa foi hasteada pelos membros das Forças Armadas do Japão em frente à estrutura que imita o Monte Fuji sob o sol, dois símbolos do país. Enquanto isso, o hino do país foi entoado no Estádio Olímpico de Tóquio. Na sequência, o locutor pediu que mortos pela Covid-19 e atletas israelenses assassinados nos Jogos de Munique, em 1972, fossem lembrados e pediu um momento de silêncio.

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O empreendedor social e economista Muhammad Yanus, de Bangladesh, foi o homenageado deste ano. Ele venceu o Nobel da Paz em 2006 por seu trabalho com as classes mais pobres. Yunus agradeceu pelo prêmio remotamente por causa da pandemia e desejou sorte aos atletas.

O prêmio olímpico é concedido pelo Comitê Olimpico Internacional (COI) para pessoas notáveis ​​nas áreas de cultura, educação, desenvolvimento e paz.

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O DESFILE

Seguindo a ordem do alfabeto japonês, o Brasil foi o 151º país a entrar no estádio. Conforme OFuxico antecipou, apenas quatro pessoas compusera a delegação: o levantador de vôlei Bruninho e a judoca Ketleyn Quadros, além do chefe de missão da delegação, Marco La Porta, e por mais um oficial administrativo.

Descontraídos, de chinelos, bem “a cara do Brasil”, Bruninho e Katleyn estavam visivelmente emocionados. O levantador de vôlei ensaiou uns passos, como se fosse um mestre-sala. A judoca sambou no pé! A transmissão oficial não mostrou o momento icônico, mas a imprensa do COB captou tudo!

Como Brasil é praticamente sinônimo de irreverência, alguns atletas da delegação não deixaram de desfilar. Extraoficialmente, claro. De fora da Cerimônia de Abertura, eles improvisaram um desfile na Vila Olímpica, na manhã desta sexta-feira, dia 23 de julho, antes do evento oficial, em Tóquio. Devido a limitação imposta pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB), que decidiu que apenas dois atletas participariam da cerimonia, outros nomes da delegação desfilaram na Harumi Greenway usando o uniforme oficial.

COVID-19 AVANÇA EM TÓQUIO

O Comitê Organizador da Tóquio 2020 revelou mais 19 casos de Covid-19 na madrugada desta sexta-feira, dia 23 de julho. O número de infectados chega a 110 entre competidores, staffs e representantes da mídia. As últimas 24h contabilizaram o maior número de casos até o momento.

Entre os novos infectados estão três atletas, três empreiteiros japoneses, 10 pessoas vinculadas às organizações dos Jogos e três representantes da mídia.

Segundo o Comitê Organizador da Tóquio 2020, três dos novos infectados residem na Vila Olímpica, sendo um deles um competidor. Até o momento, 13 atletas já testaram positivo para a Covid-19.

Entre os competidores que testaram positivo nos últimos dias estão nomes como os tchecos Markéta Nausch-Sluková, do vôlei de praia, e Pavel Sirucek, do tênis de mesa. A holandesa Candy Jacobs, do skate street feminino, o jogador de vôlei de praia Ondrej Perusic e o técnico da modalidade, Simon Nausch.

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